Entre a Cruz e as Letras..


28/06/2008


Sonhos

Todo mundo tem um sonho. Constantemente ouvimos essa frase, normalmente pra nos dar ânimo. Mas essa frase também pode ser usada, e eu creio que é até mais usada, para justificar aqueles que colocam alvos inalcançáveis, ou muito difíceis de serem alcançados.

Muitas pessoas dizem: "Esse é meu sonho", pois têm medo de colocar o que deseja como meta. Meta é diferente de sonho. Meta é uma coisa que mesmo que seja difícil ou esteja distante, você sabe que tem condições de alcançar. Já sonho, sonho é uma coisa de fantasia, às vezes até uma coisa inverossímil, que sabemos no nosso subconsciente que nunca alcançaremos. Sonho é uma ilusão, um mundo idealizado, aquilo que seria o perfeito. Mas quando sonhamos, tiramos nossos pés do chão e flutuamos, buscando algo que seja mais confortável. Os sonhos sempre são perfeitos, sempre são felizes, mas será que alguém já parou pra pensar que quanto maior o sonho, maior pode ser a frustração quando não se pode realizá-lo? E aquela famosa frase de que quanto maior a torre, maior a queda, quanto mais tiramos os pés do chão, mais ficamos sem base, sem um apoio, e quando caímos, o tombo é doloroso.

Não falo mal do sonho, muitas pessoas têm somente esse recurso, que às vezes é até o que as mantém vivas, mas quero dizer que é muito melhor estabelecer metas do que simplesmente sonhar, estabeleça alvos que você sabe que pode alcançar, mesmo que isso exija muito tempo e esforço. Se não consegue abrir mão do sonho, desmembre-o também em etapas, aí ao invés de uma vitória no final, você poderá comemorar cada passo dado.

Racionalize seus planos, prepare-se, pois cada degrau exigirá um pouco mais de esforço. Estabeleça metas ao invés de sonhos e assim você será uma pessoa muito mais realizada e feliz.

Espero que esse artigo te sirva ao menos para uma reflexão.

Abraços,

Categoria: Artigos
Escrito por Leandro Santos às 01h42
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21/06/2008


Plante Palmeiras

Certa vez, quando eu passava em frente a uma bela casa, observei um senhor que estava pantando uma palmeira no seu quintal. Esse homem aparentava ter lá pros seus 60, 65 anos e um semblante cansado, mas de alegria com aquela planta. Era uma Palmeira Imperial, uma árvore nobre e muito bonita, mas que leva em torno de 100 anos para atingir a idade adulta.

Quando percebi, fiquei a me indagar: Por que um homem já em idade avançada planta com tanta alegria uma árvore que ele não poderá ver quando atingir o auge de sua beleza? Porque esse homem não preferiu plantar uma árvore cujo crescimento seja mais rápido, a qual ele possa ver e talvez até experimentar o seu fruto?

Confuso sobre isso, me dirigi a esse senhor para interrogá-lo. E disse a ele:

- Porque o senhor está plantando uma árvore que demora tanto tempo para crescer, ao invés de uma que se desenvolva mais rápido? O senhor já apresenta uma certa idade, acredita que ainda vai conseguir "curtir" essa palmeira?

Ao que ele me respondeu:

-Meu filho, por que tens tanta pressa? Já vivi muitos anos e pude ver muitas coisas durante a minha existência, e aprender muitas também. Quando eu era jovem assim como você, eu era muito imediatista e queria as coisas pra já, mas quebrei muito a cara e me decepcionei muito. Essa palmeira não planto pra mim, mas para aqueles que ainda virão, para pessoas que ainda nem nasceram. É muito difícil uma pessoa, qualquer que seja, viver além dos cem anos, e se não houver alguém para plantar as palmeiras para elas, como irão conhecê-las?

Fui no caminho pra minha casa pensando nas palavras sábias daquele ancião e pensando como tenho sido egoísta, como tenho feito as coisas pensando só no momento, só em mim.. Devo aprender a plantar mais palmeiras, tomar atitudes, fazer coisas que nem sempre tragam benefícios só a mim, mas ajudem a outras pessoas que ainda virão.

Plante palmeiras, pois um dia alguém já as plantou pra você, um dia alguém tomou atitudes que hoje mudaram sua vida.

pense nisso,

Leandro.

Categoria: Artigos
Escrito por Leandro Santos às 23h29
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14/06/2008


Dia-a-Dia

O relógio desperta de manhã, cada toque soa pra mim como um desafio. Será que novamente verei e estrelarei o mesmo filme? Será que cometerei os mesmos erros? Direi pra mim mesmo as mesmas mentiras? Será que serei somente como um fantoche desse mundo tão repetitivo? Levanto-me da cama disposto a mudar, começo me espreguiçando, vou tomar um banho, tomo meu café da manhã... Tudo do mesmo jeito, como foi ontem. Mas isso é só um detalhe, o dia hoje vai ser diferente - penso.

Saio pra trabalhar, correndo para não perder o ônibus, o que me faria chegar atrasado ao trabalho. Não posso ficar mal com o meu chefe. Consigo embarcar na condução e chegar no horário no trabalho. No caminho pego trânsito engarrafado, os mesmos rostos se entreolham e fazem as mesmas reclamações quanto à lentidão do motorista, os desastres acontecidos no dia anterior, as novas fotos da nova mulher-fruta... Tudo igual. Mas algo tem que mudar.

Chego ao meu trabalho e dou bom dia às mesmas pessoas. Por desencargo de consciência, pergunto se há alguma novidade, meus colegas param pensam e enfim respondem: Nada. Passa um tempo e meu chefe liga avisando que irá chegar atrasado por algum problema que aconteceu e pede para que eu avise ao restante da equipe, após isso eu começo a trabalhar, relatórios, análises, telefonemas... Tudo como sempre, e eu como sempre tiro de letra.

Chega a hora do almoço e eu penso: Agora vou variar. Vou a um restaurante diferente e chegando lá, a mesma lotação, a mesma comida sem-graça... De nada adiantou. Volto então a trabalhar louco para que chegue logo a hora de sair. E ela chega. Me despeço dos meus amigos, corro pra pegar o ônibus, pego engarrafamento... mas enfim chego em casa.

Chegando em casa, vou tomar um banho, faço um lanche, curto um pouco a minha família, janto e vejo que as horas passaram sem que eu percebesse. Então deito em minha cama, olhar fixo no teto e penso: Tenho que fazer algo de diferente, mas amanhã eu vou mudar. Será?

Categoria: Diário de Bordo
Escrito por Leandro Santos às 01h49
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17/05/2008


O Destino de Aninha

Aninha se descobrira definitivamente mulher, e isso se devia em grande parte a Tiago. Ela estava descobrindo que seu corpo poderia lhe porporcionar prazeres até então desconhecidos e que ela era atraente e poderia também ser sensual. Começou a mudar cada vez mais seu guarda-roupas e foi trocando as roupas fechadas e comportadas por mini-saias e coisas do tipo.

Tiago tinha colocado em sua cabeça que iria conseguir possuir essa menina por completo e a cada dia que ela se tornava mais "mulher", a vontade dele aumentava. Foi então que ele decidiu começar a pressioná-la mais. Tiago dizia que a amava perdidamente e que Aninha era a mulher de sua vida, com quem iria casar e viver até o fim de seus dias, e falava pra ela que não precisavam aguardar o casamento pra ter certas liberdades, já que eles seriam somente um do outro mesmo. Ele ainda dizia que também era virgem e que nunca tinha sentido por ninguém o desejo que estava sentindo por Aninha. Pura sedução! Tiago já tinha usado essa mesma "tática" com algumas outras meninas, e tinha funcionado.

Até que eles completaram seis meses daquela relação tão particular, tão escondida. E Tiago preparou uma surpresa para sua "amada"... Comprou flores, bombons, champanhe e conseguiu com um amigo a chave de sua casa, pra onde levaria Aninha, tudo planejado nos detalhes...

Então Aninha acorda com seu telefone tocando. Mensagem de Tiago dizendo que a amava e o quanto ele estava feliz por estar com ela. E foi assim por toda a manhã, até que ele ligou e pediu pra que Ana desse alguma desculpa pros seus pais pra que eles pudessem passar um tempo juntos. E foi o que ela fez; mas uma vez foi fazer um trabalho na casa de uma amiga.

Foi então que a tarde, depois da aula, eles se encontraram e Tiago chegou bem vestido, de carro e com um buquê de flores na mão. Entregou a Aninha e pediu pra que ela entrasse no carro que ele tinha uma surpresa. E ela entrou. Dentro do carro ele entregou a caixa de bombons e foram para o local da surpresa.

Ao chegar na casa, ele a conduziu até lá dentro, onde estava uma garrafa de champanhe e brindaram aos 6 meses de namoro. Mas ainda tinha muito por vir. Tiago pediu a Aninha uma prova de confiança e amor, ela tão ingênua não sabia bem o que ele queria dizer com isso, ao que Tiago começou a beijá-la e, com ajuda do efeito do champanhe, Aninha nem seu deu conta do que estava acontecendo. E quando viu, já estava entregue ao namorado.

Pra qualquer menina isso seria absolutamente normal, mas não pra Aninha, aquela menina antes pura e ingênua, que no dia seguinte sentiu um remorso muito grande. Lembrou da igreja e de todos os ensinamentos que havia aprendido lá, lembrou de Deus e então se ajoelhou e pediu perdão. A ficha caiu e ela queria voltar a ser aquela menina de antes, aquela que seus pais esperavam que fosse. Aquela que havia se perdido, mas queria se encontrar.

Desde então, Aninha terminou seu namoro com Tiago depois de inúmeras tentativas de levá-lo pra igreja e resolveu ser uma menina melhor. Mas as seqüelas sempre estarão lá.

Categoria: Artigos
Escrito por Leandro Santos às 01h49
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28/04/2008


De Volta..

Enfim, depois de tanto tempo sem escrever sequer uma letra, posto aqui mais uma mensagem. Nos últimos dias, estava em um deserto de inspiração, nada me vinha à cabeça. E o mais engraçado é que sem nenhum motivo, pelo menos que eu saiba. Eu simplesmente não estava sentindo vontade de escrever, não tinha vontade de me expressar. E acabei deixando esse blog "às moscas", sem nada de novo, sem ao menos continuar o conto que havia começado. Fiquem tranquilos que vou escrever o fim, é só me voltar a inspiração, pois descobri novamente que eu necessito de escrever pra me sentir melhor, mais aliviado.

Aqui eu deixo meu primeiro post depois de tanto tempo, com a promessa, feita a mim mesmo, de tornar esse um hábito mais cotidiano.

Categoria: Diário de Bordo
Escrito por Leandro Santos às 20h53
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03/03/2008


Aninha (parte II)

E aquela menina, que era criada como uma bonequinha de porcelana por seus pais, descobriu também o amor. Ou pelo menos o que ela pensava ser o amor. Tiago não era nem de longe o que os pais de Aninha queriam pra ela. Um menino mais velho, que bebia, fumava, tinha repetido algumas vezes a quinta série... Enfim, o que nenhum pai quer para sua filha.

Mas Aninha não enxergava assim, pra ela ele era o craque do time de futebol da escola, um garoto descolado, que conhecia e saía pra vários lugares, que andava de moto, era bonito, o garanhão da escola. Era o garoto perfeito e galanteador como poucos. E nessa lábia Aninha foi se vendo cada vez mais apaixonada.

Aninha tentou contar à sua mãe, que antes já estava percebendo a aproximação e condenou de imediato. Não quero você perto desse menino, ele não presta pra você, foi o que ela disse. Em vão.

Como diz o ditado, o que é proibido é mais gostoso, se não há razão convincente pra proibição. E Ana foi se envolvendo com Tiago. E, dentro de pouco tempo ele a pediu em namoro, mas um namoro só deles, escondido. E essa história foi ficando cada vez mais séria.

Aninha resistia às mãos-bobas e aos apelos de Tiago pra que o namoro se tornasse mais avançado, mas a cada dia se tornava mais difícil. Ela já comecava a matar aulas pra sair, ia a vários lugares que os pais nem imaginavam, estava diferente. Até nas roupas de Aninha dava pra perceber que ela estava mais sensual, mas "mulher". E isso era só o começo.

 Continua...

Categoria: Artigos
Escrito por Leandro Santos às 20h11
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18/02/2008


Mais um Conto do Cotidiano

Era uma garota exemplar, a jóia da família. Aninha era criada com todo o zelo e cuidado. Sua rotina era impecável: de casa pro colégio, do colégio pra casa, de casa pra igreja e tal. O colégio era evangélico, linha dura. Meninos e meninas em salas separadas. Aninha não tinha nenhuma malícia, pois foi criada pra ser uma “mulher de Deus”, casar virgem, ser uma boa esposa e tal..

O grande problema é que ninguém nunca perguntou a opinião da Aninha, o que ela queria pra sua vida. Aninha tinha sonhos, planos, vontades.. Não era apenas uma “boneca” pra fazer somente o que queriam ou esperavam dela. Aninha tinha em sua cabeça que deveria ser casta e pura, embora seu próprio corpo já começasse a manifestar desejos que ela não entendia.

Aninha estava no alto de seus quatorze anos, tinha um rostinho angelical, posto em um corpo que já começava a se revelar como mulher. Ela não tinha idéia de que começava a atrair os meninos com aquele jeitinho meigo e tímido. E isso aos poucos foi mudando a cabeça daquela menina tão pura.

E então, de repente, Aninha começou a faltar algumas aulas sem seus pais saberem, passou a ter trabalhos pra fazer na casa de suas amigas toda semana, passou a se arrumar melhor e se maquiar pra ir à escola, ficou mais vaidosa. Mas a mudança foi tão sutil que ninguém percebeu de imediato, mas a verdade era que Aninha estava virando mulher, estava se descobrindo como mulher. E por isso seus pais não esperavam.

 

Continua no próximo post..

Categoria: Artigos
Escrito por Leandro Santos às 19h54
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05/02/2008


Carnaval e Eu

Por incrível que pareça eu tenho boas lembranças do carnaval. E não são lembranças de farras. Lembro principalmente de um ano em que resolvemos fazer um impacto de carnaval na minha igreja. Nossa proposta era "sacudir a cidade". Todos os anos a juventude ia para um retiro no período de carnaval e muitos também viajavam. Mas nesse ano foi diferente. A juventude estava tão bem espiritualmente que resolvemos fazer um período de oração e jejum e encarar o carnaval de frente. Fomos às ruas com um trio elétrico, vários folhetos às mãos e a disposição para impactar a cidade e ganhar várias almas para Jesus. Realmente foram 4 dias impactantes. Sobretudo nas vidas das próprias pessoas que se dispuseram a estar lá. Eu admito que estava planejando tudo pra viajar como em todos os anos, mas Deus queria que eu estivesse lá. E foi assim. Orei, jejuei e fui pra batalha. O resultado não poderia ser melhor: Muitas almas ganhas, muitos se reconciliando, muitas amizades feitas com pessoas que eu nem conhecia. E pra ter uma noção, a nota do jornal no dia seguinte dizia: O Carnaval dos crentes foi melhor. Nunca me esqueço disso. Boas lembranças de um carnaval.

Categoria: Desabafo
Escrito por Leandro Santos às 23h05
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31/01/2008


Carnaval: Um pouco da história..

Pouco se sabe sobre a verdadeira origem do carnaval. Uma das versões que eu achei mais contundentes é a que diz que ele surgiu como uma festa da igreja católica, para que seus devotos pudessem comer carne e festejar antes do início da quaresma, em que teriam que ficar 40 dias sem poder comer carne. Ao longo do tempo, esse termo "carne" foi sendo interpretado de outra forma, e ao carnaval foram incorporadas as orgias que ocorriam em roma e algumas outras festas dedicadas a deuses pelo mundo. O que fez com que o carnaval ficasse sem uma data certa, acontecendo em diversas datas diferentes nos países em que era comemorado.

Essa festa não tardou a chegar ao Brasil, trazido no ano de 1941 pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV e aos poucos foi se espalhando e se popularizando por todo o país, sendo influenciada também por algumas tradições e culturas negras e tornando-se um pouco diferente em cada região do Brasil de acordo com sua cultura.

Hoje em dia, como todas as festas, o carnaval tem se degradado cada vez mais, ficando praticamente limitado à sexualidade e a liberdade sexual. Algumas igrejas nesse período se retiram, para que seus membros não sejam tentados ou contaminados com essa sujeira, outras aproveitam o período para evangelizar, levando a palavra de Deus aos foliões. Seja qual for a sua preferência ou a sua convicção, lembre-se que Cristo está a todo momento te observando e procure agir como um seguidor autêntico dEle.

Categoria: Artigos
Escrito por Leandro Santos às 20h14
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21/01/2008


Apenas Um Conto do Cotidiano

Já não era mais o mesmo. Estava muito diferente. Luizinho descobrira o mundo, o mundo e seus prazeres, o mundo e suas ilusões.

Nem parecia aquele menino, ingênuo, que com seus seis, sete anos pedia à sua mãe que o levasse a todos os cultos na igreja, mesmo aos de senhoras. Queria participar de tudo, cantar, orar e por vezes insistia com o pastor que Deus tinha lhe dado uma palavra e ele queria pregar.

Pois é, esse mesmo menino, que muitos tinham como certo se tornar um pastor, agora estava totalmente mudado. Seus domingos, dias outrora sagrados, viraram apenas mais um dia para "aproveitar", seus sonhos, planos, tudo havia se transformado. O que aconteceu com esse menino? Onde foi que eu errei? Se perguntava a sua mãe. Sem respostas.

Luizinho não queria nem mais ouvir falar em igreja e dizia que se arrependera do tempo que "perdeu" da sua juventude frequentando os cultos.

Pois então, em um domingo como outro qualquer, quando poderia estar indo à igreja com a sua família, Luizinho entra em um carro com seus amigos e sai. Como de costume não diz pra onde vai e nem que horas volta. Sua mãe já havia notado que seu filho estava ainda mais diferente, mas tinha se conformado, se acostumado. Já não orava mais pelo filho e nem o repreendia pelas suas atitudes e seu comportamento.

Pois o que ela não sabia era que seu filho, criado com tanto zelo e carinho, estava agora se drogando. E nesse domingo, já muito alterado pela droga, Luizinho sofre um acidente de carro. Batida horrível, várias pessoas envolvidas no choque entre um ônibus lotado e o carro de Luizinho. Muitas pessoas feridas no ônibus, alguns gravemente. No carro de Luizinho, ninguém resistiu.

Uma imensa dor pra uma mãe que até hoje se culpa porque poderia ter feito mais, orado mais, falado mais... Poderia...

 

Categoria: Artigos
Escrito por Leandro Santos às 16h00
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02/01/2008


E tudo volta ao normal...

Engraçado como nós passamos tanto tempo esperando pelo ano novo. Compramos roupas, comidas, nos preparamos, escolhemos um lugar pra passar, fazemos festa, soltamos fogos... E quando ele chega, é só mais um ano.

Todo ano fazemos milhares de promessas que não serão cumpridas, falamos de paz, mas não fazemos acontecer, dizemos que tudo vai ser diferente. E agimos do mesmo jeito.

Será que nunca vamos ter a consciência de que para mudar o mundo, devemos primeiro mudar a nós mesmos? Que pra querer paz, devemos fazer a paz acontecer?

Espero que nesse novo ano eu aprenda, assim como cada um, que pro ano ser melhor, EU tenho que ser melhor.

Um Feliz 2008 para todos!! E lembrem que a verdadeira Paz, aquela que nunca se acaba, só encontramos em Jesus.

Escrito por Leandro Santos às 18h57
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20/12/2007


Amizade

Atualmente se fala muito em amizade virtual, as pessoas têm amigos reais, que são os que convivem no dia-a-dia e os amigos virtuais, que são aqueles com que somente “convivem” na no ambiente cibernético. Os amigos virtuais são distantes, uma amizade pouco profunda, que normalmente não se transforma em amizade verdadeira.Eu peço licença pra apresentar a minha conotação sobre amizade virtual. Amizade virtual pra mim é aquela que, mesmo com o convívio presencial, não se aprofunda, aquela que achamos que é verdadeira, mas na verdade não é. O amigo virtual é aquele em quem acreditamos, confiamos, cremos que é sincero e verdadeiro, mas na verdade é apenas “virtual”. Eu tenho muitos amigos que eu considero de verdade mesmo, mas que ainda não tive a chance de estar pessoalmente. Amigos confidentes, incentivadores, com quem eu tenho liberdade, mas que moram longe e que a Internet fez o grande benefício de colocá-los na minha vida. Por outro lado sei que tenho amigos com quem convivo em quem não posso confiar totalmente, pois já tive muitas decepções e hoje sei que eu sou amigo dessas pessoas, mas tenho dúvidas se elas são mesmo minhas amigas.O importante na vida é saber discernir e entender que a profundidade ou a definição de uma amizade não se limita somente ao contato físico, apesar de isso ser importante, mas amigos são muito mais do que isso. São aquelas pessoas com quem podemos contar.

Escrito por Leandro Santos às 20h16
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14/12/2007


Bacharel em Sistemas de Informação

Enfim nesta semana eu recebi uma notícia pela qual aguardo há muito tempo. Fui aprovado em todas as matérias e concluí meu curso superior.

Meu Deus, quanto eu esperava por esse dia, como o via distante, difícil... Mas chegou. Foram quatro longos anos, mas que agora parecem ter passado bem rápido, quatro anos na rotina trabalho-faculdade todos(ou quase todos no final) os dias, sem liberdade pra sair, preocupado com trabalhinhos nos fins de semana, coisas do tipo. Mas acabou. E tudo que eu tenho agora é que agradecer a Deus, pois Ele me deu capacidade, disposição, condições e até pagou uma grande parte da minha faculdade pra mim, através de um incentivo da empresa que eu nem esperava conseguir.

Me resta agora descansar um pouco, aproveitar minhas "férias" e depois começar a pensar e planejar o futuro. Mas sei que vai ser bom, pois Deus está comigo.

Categoria: Diário de Bordo
Escrito por Leandro Santos às 23h40
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09/12/2007


Entre a Cruz e os Prazeres

Alguma vez já te passou pela cabeça porque não podemos fazer determinadas coisas ou nos entregar a determinados prazeres? Porque algumas coisas são tão "boas" mas são ilícitas? Posso me arriscar a dizer que isso já passou pela cabeça de todo mundo. Estamos em um mundo em que as pessoas buscam o prazer em tudo. Vivem pelo prazer sem pensar em mais nada. Seja prazer em comer, prazer em uma música, em festas, em drogas, em sexo... Cada um tem a sua forma preferida de buscar sentir prazer.

A Bíblia nos diz no Salmo 1 versículo 2 que é "bem aventurado aquele que"(...) "antes tem o seu prazer na lei do Senhor(...)", mas por que temos tanta dificuldade em nos atermos a esse prazer somente e buscamos outros prazeres que só nos fazem nos afastarmos de Deus?

Deus que servos que abram mão desses prazeres por Ele, que anulem a si mesmos para servir e obedecer. Por isso existem tantos prazeres no mundo, porque senão seria muito fácil. A nossa grande vantagem é que Ele, sabendo que somos fracos, nos ajuda a resistirmos a essas mesmas tentações e esses mesmos prazeres, só assim conseguimos.

E resta tentar nos limitarmos ao prazer "santo" de estarmos um dia diante do REI dos reis, abrindo mão assim dos prazeres aqui do mundo. 

 

Escrito por Leandro Santos às 20h48
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07/12/2007


Apenas Um Dia Normal

Mais um dia... Saio da cama com imensa dificuldade e não tenho idéia do que me espera no mundo lá fora. Atrasado e com pressa, esqueço de agradecer a Deus pela noite de sono, pelo descanso perfeito. Vou tomar banho e pra mim a água é só mais um detalhe, mais uma vez não observo a importância de não me faltar esse recurso tão precioso para a minha vida. Saio do banho, me arrumo e vou tomar café. Reclamo que o café tá forte, que o pão não está saboroso, mas não lembro em nenhum momento da maravilha que é ter um pão e um café quando tantas pessoas não tem.

Vou pro trabalho e a única coisa que me vem a cabeça é que eu queria ter ficado dormindo mais um pouco, que eu vou ter que encarar um trem ou ônibus lotado, que deixei muito trabalho pendente e o dia vai ser cansativo... Quantas pessoas será que não pedem toda noite pra um dia ter que pegar esse trem ou esse ônibus lotado e ter um trabalho pra ir?

De lá, volto pra casa cansado, chego, vou tomar banho, comer alguma coisa e não paro pra pensar no valor de cada uma dessas coisinhas, e que esse dia poderia não ter acontecido..

Quantas vezes temos feito isso? Quantas vezes temos esquecido do valor da vida e das "pequenas coisas" que fazem com que possamos viver. Quantas vezes temos nos acostumado a tudo isso e temos esquecido de dar graças por termos vivido mais um "dia normal"?

 

Categoria: Diário de Bordo
Escrito por Leandro Santos às 00h10
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