Aninha (parte II)
E aquela menina, que era criada como uma bonequinha de porcelana por seus pais, descobriu também o amor. Ou pelo menos o que ela pensava ser o amor. Tiago não era nem de longe o que os pais de Aninha queriam pra ela. Um menino mais velho, que bebia, fumava, tinha repetido algumas vezes a quinta série... Enfim, o que nenhum pai quer para sua filha.
Mas Aninha não enxergava assim, pra ela ele era o craque do time de futebol da escola, um garoto descolado, que conhecia e saía pra vários lugares, que andava de moto, era bonito, o garanhão da escola. Era o garoto perfeito e galanteador como poucos. E nessa lábia Aninha foi se vendo cada vez mais apaixonada.
Aninha tentou contar à sua mãe, que antes já estava percebendo a aproximação e condenou de imediato. Não quero você perto desse menino, ele não presta pra você, foi o que ela disse. Em vão.
Como diz o ditado, o que é proibido é mais gostoso, se não há razão convincente pra proibição. E Ana foi se envolvendo com Tiago. E, dentro de pouco tempo ele a pediu em namoro, mas um namoro só deles, escondido. E essa história foi ficando cada vez mais séria.
Aninha resistia às mãos-bobas e aos apelos de Tiago pra que o namoro se tornasse mais avançado, mas a cada dia se tornava mais difícil. Ela já comecava a matar aulas pra sair, ia a vários lugares que os pais nem imaginavam, estava diferente. Até nas roupas de Aninha dava pra perceber que ela estava mais sensual, mas "mulher". E isso era só o começo.
Continua...


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