Entre a Cruz e as Letras..

Artigos


28/06/2008


Sonhos

Todo mundo tem um sonho. Constantemente ouvimos essa frase, normalmente pra nos dar ânimo. Mas essa frase também pode ser usada, e eu creio que é até mais usada, para justificar aqueles que colocam alvos inalcançáveis, ou muito difíceis de serem alcançados.

Muitas pessoas dizem: "Esse é meu sonho", pois têm medo de colocar o que deseja como meta. Meta é diferente de sonho. Meta é uma coisa que mesmo que seja difícil ou esteja distante, você sabe que tem condições de alcançar. Já sonho, sonho é uma coisa de fantasia, às vezes até uma coisa inverossímil, que sabemos no nosso subconsciente que nunca alcançaremos. Sonho é uma ilusão, um mundo idealizado, aquilo que seria o perfeito. Mas quando sonhamos, tiramos nossos pés do chão e flutuamos, buscando algo que seja mais confortável. Os sonhos sempre são perfeitos, sempre são felizes, mas será que alguém já parou pra pensar que quanto maior o sonho, maior pode ser a frustração quando não se pode realizá-lo? E aquela famosa frase de que quanto maior a torre, maior a queda, quanto mais tiramos os pés do chão, mais ficamos sem base, sem um apoio, e quando caímos, o tombo é doloroso.

Não falo mal do sonho, muitas pessoas têm somente esse recurso, que às vezes é até o que as mantém vivas, mas quero dizer que é muito melhor estabelecer metas do que simplesmente sonhar, estabeleça alvos que você sabe que pode alcançar, mesmo que isso exija muito tempo e esforço. Se não consegue abrir mão do sonho, desmembre-o também em etapas, aí ao invés de uma vitória no final, você poderá comemorar cada passo dado.

Racionalize seus planos, prepare-se, pois cada degrau exigirá um pouco mais de esforço. Estabeleça metas ao invés de sonhos e assim você será uma pessoa muito mais realizada e feliz.

Espero que esse artigo te sirva ao menos para uma reflexão.

Abraços,

Escrito por Leandro Santos às 01h42
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22/06/2008


Plante Palmeiras

Certa vez, quando eu passava em frente a uma bela casa, observei um senhor que estava pantando uma palmeira no seu quintal. Esse homem aparentava ter lá pros seus 60, 65 anos e um semblante cansado, mas de alegria com aquela planta. Era uma Palmeira Imperial, uma árvore nobre e muito bonita, mas que leva em torno de 100 anos para atingir a idade adulta.

Quando percebi, fiquei a me indagar: Por que um homem já em idade avançada planta com tanta alegria uma árvore que ele não poderá ver quando atingir o auge de sua beleza? Porque esse homem não preferiu plantar uma árvore cujo crescimento seja mais rápido, a qual ele possa ver e talvez até experimentar o seu fruto?

Confuso sobre isso, me dirigi a esse senhor para interrogá-lo. E disse a ele:

- Porque o senhor está plantando uma árvore que demora tanto tempo para crescer, ao invés de uma que se desenvolva mais rápido? O senhor já apresenta uma certa idade, acredita que ainda vai conseguir "curtir" essa palmeira?

Ao que ele me respondeu:

-Meu filho, por que tens tanta pressa? Já vivi muitos anos e pude ver muitas coisas durante a minha existência, e aprender muitas também. Quando eu era jovem assim como você, eu era muito imediatista e queria as coisas pra já, mas quebrei muito a cara e me decepcionei muito. Essa palmeira não planto pra mim, mas para aqueles que ainda virão, para pessoas que ainda nem nasceram. É muito difícil uma pessoa, qualquer que seja, viver além dos cem anos, e se não houver alguém para plantar as palmeiras para elas, como irão conhecê-las?

Fui no caminho pra minha casa pensando nas palavras sábias daquele ancião e pensando como tenho sido egoísta, como tenho feito as coisas pensando só no momento, só em mim.. Devo aprender a plantar mais palmeiras, tomar atitudes, fazer coisas que nem sempre tragam benefícios só a mim, mas ajudem a outras pessoas que ainda virão.

Plante palmeiras, pois um dia alguém já as plantou pra você, um dia alguém tomou atitudes que hoje mudaram sua vida.

pense nisso,

Leandro.

Escrito por Leandro Santos às 23h29
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17/05/2008


O Destino de Aninha

Aninha se descobrira definitivamente mulher, e isso se devia em grande parte a Tiago. Ela estava descobrindo que seu corpo poderia lhe porporcionar prazeres até então desconhecidos e que ela era atraente e poderia também ser sensual. Começou a mudar cada vez mais seu guarda-roupas e foi trocando as roupas fechadas e comportadas por mini-saias e coisas do tipo.

Tiago tinha colocado em sua cabeça que iria conseguir possuir essa menina por completo e a cada dia que ela se tornava mais "mulher", a vontade dele aumentava. Foi então que ele decidiu começar a pressioná-la mais. Tiago dizia que a amava perdidamente e que Aninha era a mulher de sua vida, com quem iria casar e viver até o fim de seus dias, e falava pra ela que não precisavam aguardar o casamento pra ter certas liberdades, já que eles seriam somente um do outro mesmo. Ele ainda dizia que também era virgem e que nunca tinha sentido por ninguém o desejo que estava sentindo por Aninha. Pura sedução! Tiago já tinha usado essa mesma "tática" com algumas outras meninas, e tinha funcionado.

Até que eles completaram seis meses daquela relação tão particular, tão escondida. E Tiago preparou uma surpresa para sua "amada"... Comprou flores, bombons, champanhe e conseguiu com um amigo a chave de sua casa, pra onde levaria Aninha, tudo planejado nos detalhes...

Então Aninha acorda com seu telefone tocando. Mensagem de Tiago dizendo que a amava e o quanto ele estava feliz por estar com ela. E foi assim por toda a manhã, até que ele ligou e pediu pra que Ana desse alguma desculpa pros seus pais pra que eles pudessem passar um tempo juntos. E foi o que ela fez; mas uma vez foi fazer um trabalho na casa de uma amiga.

Foi então que a tarde, depois da aula, eles se encontraram e Tiago chegou bem vestido, de carro e com um buquê de flores na mão. Entregou a Aninha e pediu pra que ela entrasse no carro que ele tinha uma surpresa. E ela entrou. Dentro do carro ele entregou a caixa de bombons e foram para o local da surpresa.

Ao chegar na casa, ele a conduziu até lá dentro, onde estava uma garrafa de champanhe e brindaram aos 6 meses de namoro. Mas ainda tinha muito por vir. Tiago pediu a Aninha uma prova de confiança e amor, ela tão ingênua não sabia bem o que ele queria dizer com isso, ao que Tiago começou a beijá-la e, com ajuda do efeito do champanhe, Aninha nem seu deu conta do que estava acontecendo. E quando viu, já estava entregue ao namorado.

Pra qualquer menina isso seria absolutamente normal, mas não pra Aninha, aquela menina antes pura e ingênua, que no dia seguinte sentiu um remorso muito grande. Lembrou da igreja e de todos os ensinamentos que havia aprendido lá, lembrou de Deus e então se ajoelhou e pediu perdão. A ficha caiu e ela queria voltar a ser aquela menina de antes, aquela que seus pais esperavam que fosse. Aquela que havia se perdido, mas queria se encontrar.

Desde então, Aninha terminou seu namoro com Tiago depois de inúmeras tentativas de levá-lo pra igreja e resolveu ser uma menina melhor. Mas as seqüelas sempre estarão lá.

Escrito por Leandro Santos às 01h49
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03/03/2008


Aninha (parte II)

E aquela menina, que era criada como uma bonequinha de porcelana por seus pais, descobriu também o amor. Ou pelo menos o que ela pensava ser o amor. Tiago não era nem de longe o que os pais de Aninha queriam pra ela. Um menino mais velho, que bebia, fumava, tinha repetido algumas vezes a quinta série... Enfim, o que nenhum pai quer para sua filha.

Mas Aninha não enxergava assim, pra ela ele era o craque do time de futebol da escola, um garoto descolado, que conhecia e saía pra vários lugares, que andava de moto, era bonito, o garanhão da escola. Era o garoto perfeito e galanteador como poucos. E nessa lábia Aninha foi se vendo cada vez mais apaixonada.

Aninha tentou contar à sua mãe, que antes já estava percebendo a aproximação e condenou de imediato. Não quero você perto desse menino, ele não presta pra você, foi o que ela disse. Em vão.

Como diz o ditado, o que é proibido é mais gostoso, se não há razão convincente pra proibição. E Ana foi se envolvendo com Tiago. E, dentro de pouco tempo ele a pediu em namoro, mas um namoro só deles, escondido. E essa história foi ficando cada vez mais séria.

Aninha resistia às mãos-bobas e aos apelos de Tiago pra que o namoro se tornasse mais avançado, mas a cada dia se tornava mais difícil. Ela já comecava a matar aulas pra sair, ia a vários lugares que os pais nem imaginavam, estava diferente. Até nas roupas de Aninha dava pra perceber que ela estava mais sensual, mas "mulher". E isso era só o começo.

 Continua...

Escrito por Leandro Santos às 20h11
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18/02/2008


Mais um Conto do Cotidiano

Era uma garota exemplar, a jóia da família. Aninha era criada com todo o zelo e cuidado. Sua rotina era impecável: de casa pro colégio, do colégio pra casa, de casa pra igreja e tal. O colégio era evangélico, linha dura. Meninos e meninas em salas separadas. Aninha não tinha nenhuma malícia, pois foi criada pra ser uma “mulher de Deus”, casar virgem, ser uma boa esposa e tal..

O grande problema é que ninguém nunca perguntou a opinião da Aninha, o que ela queria pra sua vida. Aninha tinha sonhos, planos, vontades.. Não era apenas uma “boneca” pra fazer somente o que queriam ou esperavam dela. Aninha tinha em sua cabeça que deveria ser casta e pura, embora seu próprio corpo já começasse a manifestar desejos que ela não entendia.

Aninha estava no alto de seus quatorze anos, tinha um rostinho angelical, posto em um corpo que já começava a se revelar como mulher. Ela não tinha idéia de que começava a atrair os meninos com aquele jeitinho meigo e tímido. E isso aos poucos foi mudando a cabeça daquela menina tão pura.

E então, de repente, Aninha começou a faltar algumas aulas sem seus pais saberem, passou a ter trabalhos pra fazer na casa de suas amigas toda semana, passou a se arrumar melhor e se maquiar pra ir à escola, ficou mais vaidosa. Mas a mudança foi tão sutil que ninguém percebeu de imediato, mas a verdade era que Aninha estava virando mulher, estava se descobrindo como mulher. E por isso seus pais não esperavam.

 

Continua no próximo post..

Escrito por Leandro Santos às 19h54
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31/01/2008


Carnaval: Um pouco da história..

Pouco se sabe sobre a verdadeira origem do carnaval. Uma das versões que eu achei mais contundentes é a que diz que ele surgiu como uma festa da igreja católica, para que seus devotos pudessem comer carne e festejar antes do início da quaresma, em que teriam que ficar 40 dias sem poder comer carne. Ao longo do tempo, esse termo "carne" foi sendo interpretado de outra forma, e ao carnaval foram incorporadas as orgias que ocorriam em roma e algumas outras festas dedicadas a deuses pelo mundo. O que fez com que o carnaval ficasse sem uma data certa, acontecendo em diversas datas diferentes nos países em que era comemorado.

Essa festa não tardou a chegar ao Brasil, trazido no ano de 1941 pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV e aos poucos foi se espalhando e se popularizando por todo o país, sendo influenciada também por algumas tradições e culturas negras e tornando-se um pouco diferente em cada região do Brasil de acordo com sua cultura.

Hoje em dia, como todas as festas, o carnaval tem se degradado cada vez mais, ficando praticamente limitado à sexualidade e a liberdade sexual. Algumas igrejas nesse período se retiram, para que seus membros não sejam tentados ou contaminados com essa sujeira, outras aproveitam o período para evangelizar, levando a palavra de Deus aos foliões. Seja qual for a sua preferência ou a sua convicção, lembre-se que Cristo está a todo momento te observando e procure agir como um seguidor autêntico dEle.

Escrito por Leandro Santos às 20h14
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21/01/2008


Apenas Um Conto do Cotidiano

Já não era mais o mesmo. Estava muito diferente. Luizinho descobrira o mundo, o mundo e seus prazeres, o mundo e suas ilusões.

Nem parecia aquele menino, ingênuo, que com seus seis, sete anos pedia à sua mãe que o levasse a todos os cultos na igreja, mesmo aos de senhoras. Queria participar de tudo, cantar, orar e por vezes insistia com o pastor que Deus tinha lhe dado uma palavra e ele queria pregar.

Pois é, esse mesmo menino, que muitos tinham como certo se tornar um pastor, agora estava totalmente mudado. Seus domingos, dias outrora sagrados, viraram apenas mais um dia para "aproveitar", seus sonhos, planos, tudo havia se transformado. O que aconteceu com esse menino? Onde foi que eu errei? Se perguntava a sua mãe. Sem respostas.

Luizinho não queria nem mais ouvir falar em igreja e dizia que se arrependera do tempo que "perdeu" da sua juventude frequentando os cultos.

Pois então, em um domingo como outro qualquer, quando poderia estar indo à igreja com a sua família, Luizinho entra em um carro com seus amigos e sai. Como de costume não diz pra onde vai e nem que horas volta. Sua mãe já havia notado que seu filho estava ainda mais diferente, mas tinha se conformado, se acostumado. Já não orava mais pelo filho e nem o repreendia pelas suas atitudes e seu comportamento.

Pois o que ela não sabia era que seu filho, criado com tanto zelo e carinho, estava agora se drogando. E nesse domingo, já muito alterado pela droga, Luizinho sofre um acidente de carro. Batida horrível, várias pessoas envolvidas no choque entre um ônibus lotado e o carro de Luizinho. Muitas pessoas feridas no ônibus, alguns gravemente. No carro de Luizinho, ninguém resistiu.

Uma imensa dor pra uma mãe que até hoje se culpa porque poderia ter feito mais, orado mais, falado mais... Poderia...

 

Escrito por Leandro Santos às 16h00
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