Entre a Cruz e as Letras..

Diário de Bordo


14/06/2008


Dia-a-Dia

O relógio desperta de manhã, cada toque soa pra mim como um desafio. Será que novamente verei e estrelarei o mesmo filme? Será que cometerei os mesmos erros? Direi pra mim mesmo as mesmas mentiras? Será que serei somente como um fantoche desse mundo tão repetitivo? Levanto-me da cama disposto a mudar, começo me espreguiçando, vou tomar um banho, tomo meu café da manhã... Tudo do mesmo jeito, como foi ontem. Mas isso é só um detalhe, o dia hoje vai ser diferente - penso.

Saio pra trabalhar, correndo para não perder o ônibus, o que me faria chegar atrasado ao trabalho. Não posso ficar mal com o meu chefe. Consigo embarcar na condução e chegar no horário no trabalho. No caminho pego trânsito engarrafado, os mesmos rostos se entreolham e fazem as mesmas reclamações quanto à lentidão do motorista, os desastres acontecidos no dia anterior, as novas fotos da nova mulher-fruta... Tudo igual. Mas algo tem que mudar.

Chego ao meu trabalho e dou bom dia às mesmas pessoas. Por desencargo de consciência, pergunto se há alguma novidade, meus colegas param pensam e enfim respondem: Nada. Passa um tempo e meu chefe liga avisando que irá chegar atrasado por algum problema que aconteceu e pede para que eu avise ao restante da equipe, após isso eu começo a trabalhar, relatórios, análises, telefonemas... Tudo como sempre, e eu como sempre tiro de letra.

Chega a hora do almoço e eu penso: Agora vou variar. Vou a um restaurante diferente e chegando lá, a mesma lotação, a mesma comida sem-graça... De nada adiantou. Volto então a trabalhar louco para que chegue logo a hora de sair. E ela chega. Me despeço dos meus amigos, corro pra pegar o ônibus, pego engarrafamento... mas enfim chego em casa.

Chegando em casa, vou tomar um banho, faço um lanche, curto um pouco a minha família, janto e vejo que as horas passaram sem que eu percebesse. Então deito em minha cama, olhar fixo no teto e penso: Tenho que fazer algo de diferente, mas amanhã eu vou mudar. Será?

Escrito por Leandro Santos às 01h49
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28/04/2008


De Volta..

Enfim, depois de tanto tempo sem escrever sequer uma letra, posto aqui mais uma mensagem. Nos últimos dias, estava em um deserto de inspiração, nada me vinha à cabeça. E o mais engraçado é que sem nenhum motivo, pelo menos que eu saiba. Eu simplesmente não estava sentindo vontade de escrever, não tinha vontade de me expressar. E acabei deixando esse blog "às moscas", sem nada de novo, sem ao menos continuar o conto que havia começado. Fiquem tranquilos que vou escrever o fim, é só me voltar a inspiração, pois descobri novamente que eu necessito de escrever pra me sentir melhor, mais aliviado.

Aqui eu deixo meu primeiro post depois de tanto tempo, com a promessa, feita a mim mesmo, de tornar esse um hábito mais cotidiano.

Escrito por Leandro Santos às 20h53
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14/12/2007


Bacharel em Sistemas de Informação

Enfim nesta semana eu recebi uma notícia pela qual aguardo há muito tempo. Fui aprovado em todas as matérias e concluí meu curso superior.

Meu Deus, quanto eu esperava por esse dia, como o via distante, difícil... Mas chegou. Foram quatro longos anos, mas que agora parecem ter passado bem rápido, quatro anos na rotina trabalho-faculdade todos(ou quase todos no final) os dias, sem liberdade pra sair, preocupado com trabalhinhos nos fins de semana, coisas do tipo. Mas acabou. E tudo que eu tenho agora é que agradecer a Deus, pois Ele me deu capacidade, disposição, condições e até pagou uma grande parte da minha faculdade pra mim, através de um incentivo da empresa que eu nem esperava conseguir.

Me resta agora descansar um pouco, aproveitar minhas "férias" e depois começar a pensar e planejar o futuro. Mas sei que vai ser bom, pois Deus está comigo.

Escrito por Leandro Santos às 23h40
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08/12/2007


Apenas Um Dia Normal

Mais um dia... Saio da cama com imensa dificuldade e não tenho idéia do que me espera no mundo lá fora. Atrasado e com pressa, esqueço de agradecer a Deus pela noite de sono, pelo descanso perfeito. Vou tomar banho e pra mim a água é só mais um detalhe, mais uma vez não observo a importância de não me faltar esse recurso tão precioso para a minha vida. Saio do banho, me arrumo e vou tomar café. Reclamo que o café tá forte, que o pão não está saboroso, mas não lembro em nenhum momento da maravilha que é ter um pão e um café quando tantas pessoas não tem.

Vou pro trabalho e a única coisa que me vem a cabeça é que eu queria ter ficado dormindo mais um pouco, que eu vou ter que encarar um trem ou ônibus lotado, que deixei muito trabalho pendente e o dia vai ser cansativo... Quantas pessoas será que não pedem toda noite pra um dia ter que pegar esse trem ou esse ônibus lotado e ter um trabalho pra ir?

De lá, volto pra casa cansado, chego, vou tomar banho, comer alguma coisa e não paro pra pensar no valor de cada uma dessas coisinhas, e que esse dia poderia não ter acontecido..

Quantas vezes temos feito isso? Quantas vezes temos esquecido do valor da vida e das "pequenas coisas" que fazem com que possamos viver. Quantas vezes temos nos acostumado a tudo isso e temos esquecido de dar graças por termos vivido mais um "dia normal"?

 

Escrito por Leandro Santos às 00h10
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